quarta-feira, 31 de março de 2010

Medalha Dourada

Ontem assisti a final do Big Brother Brasil. Sim sim, o BBB!

Eu fiquei muito feliz com o resultado. Eu to muito cansado de ouvir as minorias reclamarem de suas fragilidades. "Ai...eu sou homossexual, me respeitem porque eu sou muito frágil". Aaahhh vai...pára com esse melindre.

Se eu morasse em um país de totalidade negra, eu poderia usar uma camiseta escrito "100% branco"? Se o Brasil tivesse mais gays do que heteros, eu poderia dizer o que quiser sobre os homossexuais, da mesma forma que eles dizem hoje sobre os heteros?

No Brasil, as pessoas mais preconceituosas fazem parte das minorias. Sim, pois sentem-se no direito de falar o que quiser de qualquer pessoa. Eu não respeito uma pessoa por ela ser negra ou homossexual, mas sim por ela ser uma pessoa.

Eu tenho amigos negros, homossexuais e de diversas "minorias" sociais e étnicas, mas não os trato com mais cuidado do que trato meus amigos heterossexuais e brancos. Eu também faço parte da diversidade, pois, em diversos lugares, sou diferente da maioria. No meu trabalho existem pessoas que ganham mais do que eu, que são mais bonitas, que são mais inteligentes...elas vivem um mundo diferente do meu e possuem mais benefícios e credibilidade na sociedade, mas eu não sou menos respeitado do que elas. Eu cobro de todas as pessoas a mesma coisa: RESPEITO.

O legal desta última edição é que o vencedor foi uma pessoa normal, que possui diversos defeitos e diversas qualidades. Igualzinho aos homossexuais, negros, asiáticos, índios, brancos, pobres, ricos.

Ah...tem outra coisa...desde quando o Big Brother tem que premiar a pessoa mais boazinha, ou mais bonitinha. Lembre-se que o mesmo programa já elegeu vencedor um homossexual, uma mulher, uma pessoa pobre, uma pessoa bonita. A vida é assim, muitas pessoas vão ter o que você não tem, muitas outras vão conseguir algo que você merecia mais. Mas isto não importa, o seu foco tem que ser em sua própria vida. Se você se ofende com a vitória de alguém, lembre-se que estará dando o direito de alguém se ofender com as suas vitórias.

sexta-feira, 26 de março de 2010

BOM FIM DE SEMANA!

NESTE FIM DE SEMANA....


Receba visitas em casa!
Dê a mão ao próximo!

Leve trabalho pra casa...

Passe um tempo com algumas crianças.

Recupere a auto-estima...cuide de você!

Pratique esportes seu elefantinho!

ENJOY!


quinta-feira, 25 de março de 2010

A Batalha do Moicano

Vindo ao trabalho hoje, escutei algo interessante na rádio. Uma escola particular proibiu que um aluno com o cabelo estilo moicano participasse das aulas. O motivo alegado é que o cabelo era muito extravagante. Quando chego ao trabalho, vou verificar na internet para saber qual escola é esta, e para a minha supresa, é o Colégio Adventista. Quando fiquei sabendo, um sorriso veio ao meu rosto, meus olhos brilharam e até comecei a rir sozinho. Eu vou explicar o porque.

Eu estudei por cinco anos, da 8ª série até o 3º colegial, em duas unidades do Colégio Adventista. Foram cinco anos, pois repeti o 1º colegial! =) E durante este tempo que passei por lá, travei batalhas homéricas referentes ao meu estilo, principalmente ao do cabelo.

1º round: Brinco na orelha (Como tudo começou)
Logo na oitava série, coloquei um brinco na orelha. Quando eu estava entrando na escola, o Tio Zé, porteiro do colégio, apontou para a minha orelha e disse que eu teria que tirar o brinco. Passei por ele sorrindo, brincando, imaginando que aquilo era uma piada. Quando foi no intervalo, o diretor me chama para conversar e diz que eu terei que retirar o brinco. Eu perguntei o porque, e ele simplesmente disse que não podia. Argumentei por mais alguns minutos, mas não teve jeito, tive que tirar. Assim que saí da sala dele, coloquei de volta. E foi assim, durante 1 mês, o diretor me chamava quase que diariamente para a sala dele para que eu tirasse o brinco de novo, e eu mantinha o protocolo, argumentava, tirava o brinco e, assim que saía da sala, colocava de novo. Alguma hora eles desistiram de me convencer e de me dar advertências, que a minha mãe nunca viu. Depois de 2 meses, metade dos moleques do colégio usavam pelo menos um brinco! Há!

2º round: Cabelo Loiro (A saga do cabelo)
Um dia resolvi pintar o cabelo de loiro. Hoje quando vejo alguma foto, me arrependo do fundo do meu coro cabeludo. Mas, naquela época, eu achei bem loko! Chegando segunda-feira na escola, lá vem o Tio Zé apontando para o meu cabelo, daí eu fiquei meio irritado: "O cabelo é meu Tio Zé, não posso pintar do jeito que eu quiser?" Não foi desse jeito rimado que eu disse, mas essa foi a intenção. Da mesma forma que com o brinco, entrei na escola, rindo da situação, mas preocupado com o que poderia acontecer. No intervalo de uma das aulas: "Lá vem o diretor, cheio de paixão! Me ferrar! Me ferrar! Me ferrar!". Tive que acompanhá-lo até a sala dele, ouvir um sermão do tipo "Você só quer aparecer". Ouvi, disse o que pensava e fui mandado de volta para a sala de aula. Mas senti que a escola estava de olho em mim: os professores, orientadores e monitores viviam falando mal do meu cabelo na frente dos outros alunos. Eu rebatia, mas eles continuaram me recriminando por algum tempo.

3º round: Cabelo azul (Um por outro, e outro por um)
Me sentindo recriminado demais, pensava se deveria pintar o meu cabelo novamente. Eu não era um cluber, mas gostava de fazer coisas diferentes. Pensei comigo, quer saber, vou pintar de azul. Não era aquele azuuuul, era azulado. Quando cheguei na escola, vejo o Tio Zé, com a maior cara de espantado, olhando ao meu cabelo, e fazendo não com o dedo "Não vai entrar assim". Eu fingi que não tinha ouvido e comecei a entrar, quando ele segurou no meu braço e disse "Não, vai pra diretoria". Bom, só para explicar, eu era muito inconsequente naquela época. Quando ele segurou no meu braço, empurrei ele e puxei o meu braço, e ele me segurou novamente, e começamos a travar um duelo para ver quem ficava com o meu braço. Ele ganhou! Fui à diretoria, tomei um chá de cadeira, imagino que para eu me sentir tenso. Mas o melhor (pra mim) e o pior (pra escola) aconteceu, um graande amigo meu, e parceiro de advertências e confusões, aparece na mesma sala que eu, porque tinha chegado atrasado pela décima vez naquele mês. Era o César. Começamos a conversar e um ia alimentado o ódio pela escola ao outro.


Quando o diretor chegou, estávamos anestesiados e prontos para levar às últimas consequências. Tomamos uma bronca coletiva, o diretor começou a falar como nós éramos péssimos exemplos aos outros alunos e que não queríamos saber de estudar, só de confusão. Desceu a lenha no meu cabelo, e blá blá blá...e pediu para que eu pintasse o meu cabelo de preto. Então eu perguntei "Eu posso pintar de preto, mas não de azul? Por que?". Mesmo tendo entendido o que ele tinha falado, mantive este raciocínio do "Preto pode, mas azul não?". Saí da sala dele, junto ao César, com uma advertência no caderno e a liberdade nas mãos.

4º round: Moicano (O Último dos Moicanos?)
Nos deparamos com alguns momentos difíceis em nossas vidas. Momentos de tensão, ansiedade, medo, expectativas. Foi assim, numa sexta-feira, quando estava caminhando rumo ao colégio, com um corte de cabelo moicano. Eu sabia que estava pisando em ovos. Chego ao portão, e lá está o bom e velho Tio Zé. Fiquei esperando o que ele diria, mas não disse nada, apenas deu um olhar de repovação. Entrei, me sentindo o campeão. Entrei na sala, todo mundo comentou, aquele dia passou e tudo correu bem. No próxima dia de aula, uma segunda-feira, eu estava sentado com alguns amigos no canto da quadra, trocando idéia e falando besteira, quando o monitor me chama e pede para eu acompanhá-lo. Percebo que estou indo à sala do diretor. Já imaginava o que aconteceria, então, estava tranquilo. Entrei, sentei, o diretor estava escrevendo algo, eu fiquei lá, quieto. Ele pára de escrever, olha pra mim balançando a cabeça em reprovação e diz "Thiago, esta é uma carta aos seus pais. Estou convocando eles para virem até a escola. Você está sendo convidado a se retirar". Senti como se uma bola de demolição tivesse colidido com o meu estômago. Percebi que tinha provocado mais do que eu podia. Ele me dispensou, saí da sala dele, andando com olhar de perdido. Cheguei na quadra, estava quase acabando o intervalo. Comentei com meus amigos, eles fizeram cara de espanto, mas mesmo assim, riram.


Sinal de saída, estou voltando para casa, acompanhado do César. Eu não sabia como passar a notícia para a minha mãe, fui raciocinando em voz alta e falando para meu amigo algumas idéias, e foi quando ele disse algo genial "Você é burro? Não conta pra ela!" Eu respondi "Você acha que eles não vão ligar pra ela?" e ele retrucou "Deixa ligar...ainda assim você terá mais chances de escapar". Pensei, achei meio louco, mas era a minha melhor opção.

Fiz isto, passaram uns 3 dias, e o diretor me encontrou na quadra e perguntou "Thiago, ainda não recebi o telefonema de seus pais". Eu respondi "Ah é? Que estranho". Ele desconfiado, replicou "Você os avisou, correto?" e eu respondi "Correto!". Ele foi embora, eu tava mega preocupado, mas meu amigo repetia "Relaxa". Naquele mesmo dia, eu reparei que mais um menino, de algumas séries abaixo da minha, havia feito um moicano também.


Passou mais ou menos uma semana, e o diretor me chamou à sala dele novamente, fui com o rabo entre as pernas. Assim que sentei, ele pegou o telefone na mão e disse "Thiago, me fala o telefone da sua casa". Eu falei e ele ligou. Minha mãe atendeu, ele começou a conversar com ela e explicar tudo que estava rolando. Terminou a conversa com ela, olhou pra mim e começou a me dar um mega sermão sobre o meu futuro. Ao terminar, disse que eu não precisava sair da escola, mas que os meus atos seriam vigiados. Eu acenei com a cabeça, levantei e fui embora.

5º round: A Vitória é de Todos
No dia seguinte, tava rolando uns jogos de futebol na quadra, eu estava esperando ao lado do professor de educação física para entrar no próximo, o diretor passou e parou para conversar com o professor. Ele pediu para o professor organizar melhor os alunos que estavam na torcida para não ficar muita bagunça. O professor respondeu que ia fazer isto, então o diretor olhou pra mim e brincou com o professor "E o Pica-Pau aí, vai jogar?" O professor riu e respondeu "Opa...vai sim". Foi então que eu resolvi abrir a mente daquele energúmeno:

Eu perguntei: "Diretor, você já reparou que já tem pelo menos umas 10 pessoas com cabelos pintados de cores extravagantes, brinco, piercing e até um moleque da 7ª série de moicano?"
Diretor respondeu: "Infelizmente sim".
Eu retruquei: "Tá vendo, isto não atrapalha a vida de ninguém...nem a sua, nem a minha, nem a da escola e nem a dos alunos".
Diretor explica: "O problema é desviar o foco Thiago. A escola é feita para estudar, não para se fantasiar."

Foi quando, em um momento mágico, chegou a esposa dele na escola, trazendo o filho de 5 ou 6 anos para visitar o pai. Quando eu olho para o moleque, adivinha....sim, o guri usava um moicano, ainda leve, não totalmente raspado dos lados, mas ainda um moicano. O diretor questionou o cabelo para a esposa e ela disse:

"Não estrague o prazer do menino, ele quis vir aqui só pra te mostrar o cabelo"

A GUERRA GANHA ESTÁ!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Eduardo e Mônica

Como estou sem tempo para escrever, segue um vídeo muito legal da música Eduardo e Mônica.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Comida Diferente

A comida para você é só alimento? Ahh...então está te faltando criatividade. Olha isso:
Filhote de Gema

Romance: Tomateu e Laranjeta

Laranja Operária

MelanCielo

Pé de Pão (Fala várias vezes...e bem rápido)
Cara de Repolho

Melan...cólica!
Suicídio da Laranja
Mão de Pão Duro
O Bichinho da Maçã Evoluiu



terça-feira, 9 de março de 2010

O Sentido da Vida (por Ed Rene Kivitz)

Estudo publicado pela revista britânica Journal of Humanistic Psychology diz ter concluí­do qual é afinal o sentido da vida. Pelo menos na visão de 17% (o maior grupo) das 200 personalidades marcantes cujas palavras foram analisadas por uma equipe de psicólogos americanos, "a vida é para ser desfrutada". Entre os que partilhariam dessa visão estão o ex-presidente dos EUA Thomas Jefferson e a cantora Janis Joplin, que morreu aos 27 anos.

Em segundo lugar, aparecem aqueles que acreditavam que o sentido da vida é "amar, ajudar e prestar serviços aos demais". Neste grupo estão o fí­sico Albert Einstein e o líder indiano Mahatma Gandhi.


Mas há também os pessimistas, para quem a vida simplesmente não tinha sentido. Onze por cento, segundo o estudo, pensavam dessa forma. Entre eles Sigmund Freud e os escritores Franz Kafka e Jean Paul Sartre.


Finalmente, um menor número de estudados pensava que a vida é simplesmente "uma piada". Entre os tais estão o cantor Bob Dylan e o escritor Oscar Wilde.

Acredito que se fosse entrevistado por este grupo de psicólogos, marcaria X em todas as alternativas. Estou entre aqueles que acreditam que o sentido da vida está em viver. O mistério da vida se resolve passo a passo, quando somos capazes de realizar com dignidade o sentido embutido em cada momento e situação. Por isso, o sentido da vida não se equaciona na elucidação dos grandes mistérios, nem no êxtase dos grandes eventos, feitos, ou experiências arrebatadoras. Harold Kushner disse que "tentar encontrar a Grande Resposta para a Grande Pergunta a respeito do problema da vida é como tentar comer a Grande Refeição, para nunca mais ter de se preocupar com a fome". Jesus ensinou que devemos buscar o reino de Deus e sua justiça a cada dia, vivendo o hoje e deixando o amanhã nas mãos do Pai Celestial.

Amar, ajudar e prestar serviços aos demais? Claro. Egoí­smo e narcisismo são da mesma famí­lia da infelicidade, pois qualquer que pretenda encontrar sentido em si mesmo vai se decepcionar. Jesus ensinou que Deus é amor e, portanto, acredito na máxima que diz que "quem não vive para servir, não serve para viver".

Mas há também os pessimistas, para quem a vida simplesmente não tem sentido. E com eles me solidarizo. Os filósofos existencialistas ocupam lugar de honra em minha biblioteca. Também faço suas perguntas. Também sofro a ausência de respostas para muitas delas. A Bí­blia ensina que os dias são maus, pois esse mundo é mau, já que tem como seu deus o Maligno. Não fosse a paz que Jesus dá, paz que o mundo desconhece, eu não suportaria a maldade e as fatalidades que acometem pessoas inocentes e, se não totalmente inocentes, certamente não mais culpadas do que eu.

A afirmação de que a vida é simplesmente "uma piada" também faz eco no meu coração. Mark Twin disse que "ninguém tem mais saúde do que aquele que é capaz de rir de si mesmo". Por isso é que Deus de vez em quando "morre" de rir (Salmo 2.4). Que pena que os pessimistas que consideraram a vida uma piada riram sozinhos, melancólicos, irônicos e se deixaram vencer pelo cinismo e a amargura de alma. Que pena que não aprenderam a rir com Deus. Deus logo após se rir da patética configuração que os homens deram ao mundo, começou a chorar. E porque tanto amou os homens e seu mundo, invadiu a história para redimir tudo com o poder da cruz de Jesus e a vida que deixou vazio o túmulo onde o sepultaram.

Imagino como se comportariam Thomas Jefferson e Janis Joplin, Albert Einstein e Mahatma Gandhi, Sigmund Freud, Franz Kafka e Jean Paul Sartre, Bob Dylan e Oscar Wilde, na maioria dos auditórios evangélicos, por exemplo, na cidade de São Paulo, no próximo domingo. Fico a me perguntar se ouviriam algo que lhes fizesse sentido, uma palavra relevante, uma resposta inteligente. Considero se ficariam impressionados com a reverência no ambiente ou se seriam tomados de temor diante de um povo em profunda adoração. Devo confessar minha incredulidade. Acho que sairiam sacudindo a cabeça, indiferentes, ou até mesmo com mais motivos para o cinismo, o pessimismo, a blasfêmia e a chacota. Paradoxalmente, isto não me desmotiva, nem enfraquece minha fé. Na verdade, revigora minha fé e me faz ser grato a Deus, pelo Espírito Santo que constrange o coração humano, razão pela qual as pessoas continuam sendo convertidas a Deus. Pessoas que eu jamais acreditaria fossem se converter. Inclusive eu.

2009 Ed René Kivitz



sexta-feira, 5 de março de 2010

Uma Odisséia Futebolística

Ontem foi um dia muuuito bom. Fui assistir ao jogo do Corinthians contra o Botafogo de Ribeirão Preto. Não era aqueeeele jogo, mas era uma ótima oportunidade, pois o jogo seria as 17 horas e o adversário era do interior, logo, muito mais tranquilo.

Fui acompanhado da Keila (@kmatsumora) e da Fuca (@retheodoro). Marquei de encontrá-las no metrô Clínicas, mas como eu moro mais perto, cheguei mais cedo. Enquanto eu aguardava as meninas, fui procurar saber como chegar no Estádio do Pacaembu, mas não foi necessário perguntar, era só seguir a passeata de corinthianos, que chegavam em centenas a cada metro que parava. Eu fiquei parado ao lado da bilheteria do metrô, olhando os trens que chegavam. Nisso, percebo que tem um cara de uns 2 metros de altura, vestido com a roupa da Gaviões da Fiel, olhando pra mim e sorrindo. Na hora, pensei que ele achava que me conhecia, mas percebi que ele olhava pra mim como se estivesse me paquerando. Ótimo, receber um flerte de um membro da torcida do Corinthians, horas antes do jogo, esperando as meninas. Dei a volta em um pilar para sair da mira do "viado da fiel".

As meninas chegaram, vamos para o estádio! Aproveitamos a multidão que seguia pelas calçadas para localizar o estádio, uma caminhada de uns 15 minutos até chegarmos, mas não foi este tempo que demoramos para chegar até a bilheteria. Como era um jogo tranquilo, deixamos para comprar os ingressos na hora do jogo...erramos feio. Depois de seguir a torcida até os muros do Pacaembu, começamos a procurar a fila que venderia os ingressos para o nosso setor. Passamos pela primeira bilheteria, mas não era ali. Continuamos andando para a segunda, e também não era ali. Resolvi perguntar para um orientador do estádio onde vendiam os nossos ingressos, e ele respondeu "É só descer a escada a esquerda", detalhe, ele disse isso apontando para a direita. Seguimos andando, descendo as escadas, chegando lá embaixo, perguntei de novo, e me mandaram subir outra escada. Estávamos exaustos, principalmente a Keila, que subia as escadas como se estivesse com um colar de 150 quilos...semi-morta.

Até que enfim, achamos a nossa filaaaa! O único problema é que ela era tão extensa quanto uma fila de banco em dia de pagamento. E para facilitar, só tinham 3 bilheterias atendendo, e ainda existia uma fila preferencial para idosos, que obviamente, levavam 6 horas para explicar o que eles queriam ali. Uns deles parecia que tava na fila do pão! Engaçado foi quando eu encontrei as meninas na fila e disse "A fila está enorme! Se duvidar, vamos entrar só no segundo tempo". Nisto, um pai que estava ao lado, com seu filho de uns 6 anos, tentava acalmar a criança , enquanto me olhava com reprovação, pois a mesma já estava preocupada em não entrar e ficou angustiada com a minha mensagem.

Graças a Deus, perceberam que a fila estava hediondamente grande, e resolveram abrir um outro guichê de atendimento, e por sorte nossa, era ao lado de onde nós estávamos. Desta forma, nossa posição na fila foi de milésimo para vigésimo. Algumas confusões, gente tentando furar a fila, gente dedurando para a polícia quem eram os "furões", polícia tirando os malandros da fila, bêbado ao meu lado falando "A gente fica na fila e os bróthi traz o combustível. Vai dizer que não?". A boca de boa parte da torcida se resumia a cheiro de cachaça, palavrões e poucos dentes.

Chegou a nosa hora de comprar os ingressos, ufa! Agora eu tinha mais um desafio, tentar comprar meia-entrada pra não precisar pagar 70 reais. Não adiantou, os critérios minunciosos da atendente e a falta de malandragem da Keila, fizeram que eu pagasse o valor integral. Ui...doeu! Mas ok, fazer o que, já estava ali e queria entrar logo. Pagamos, enquanto eu acalmava os ânimos da fila que me apressava ferozmente.

Ingressos na mão, corremos para a entrada do estádio, afinal, o jogo já havia começado há 10 minutos e existia uma certa euforia, o que nos fez pensar que o jogo estava delirante. Nessa adrenalina, a Keila chegou na porta, onde os policiais revistam os torcedores, colocando o terror no guardinha "Ai meu Deus, começou o jogo. Vai vai!" Sorte dela que o policial era cordial e ainda fez brincadeiras sobre o nosso atraso.

Aleluia! Entramos no estádio. Depois de uns 2 minutos de deslumbre com a imagem do jogo, sentamos e começamos a assistir.

Não foi um espetáculo futebolístico, teve seus lances emocionantes. O que mais nos chamava atenção era algumas particularidades da torcida. Muuuito xingamento! Palavrões e ofensas de todos os estilos, para diversos alvos e por diversos motivos. A primeira coisa que me chamou a atenção foi um grupo de meninos de uns 8 anos, todos uniformizados, como se fossem de alguma equipe. Logo no início do jogo, eles gritavam ao juíz:

"Juíz! Ladrão! Porrada é solução!"

Hehehe! Só de pensar que quando aquele juíz começou na carreira, aqueles meninos ainda usavam fraldas. Hoje, eles ameaçam o árbitro de agressão física, mesmo não tendo coordenação para segurar um saco de pipoca na mão.

Outro torcedor curioso era uma senhor de uns 36 anos que estava sentado na nossa frente. De sua boca jorravam ofensas aos jogadores, principalmente ao Alessandro e ao Ronaldo. As mais interessantes foram:

Ao Alessandro: "Vai sua SACOLA DE BOSTA!"
Ao Ronaldo: "Se mexe....seu BONECO DE NEVE!"

Hahaha! Além de xingar os jogadores com uma raiva fora do comum!

O juíz também foi alvo de um outro senhor, sentado duas fileiras atrás de nós. O xingamento dele foi mais pesado, o torcedor gritou ao juíz (que era negro): "Apita direito...macaco maldito". Achei muito bizarro aquilo, afinal, o cara estava usando um linguajar totalmente descriminatório. Mas se eu não me engano, ele também era negro, logo, ele se sentia seguro em ofender sua própria etnia com ofensas racistas.

O Corinthians fez um gol...o Botafogo também...nada demais. O jogo terminou empatado em 1 x 1 e fomos embora, um pouco desolados, mas felizes, afinal, aquela odisséia de comprar os ingressos, entrar no estádio, assistir o jogo e rir dos torcedores, tinha sido uma aventura e tanto.

Saímos do estádio, começamos a subir a Av. Pacaembu com destino ao metrô. Novamente, estamos seguindo uma multidão de torcedores. No meio do caminho, uma pequena confusão. Começa uma correria de uns 50 torcedores atrás de 2 garotos. Não conseguia entender o porque, mas fiquei alerta, pois tudo acontecia muito perto de onde estávamos. Eles conseguem alcançar os dois garotos, mas graças a Deus nada aconteceu. Detalhe, durante esta pequena confusão, a Fuca vem segurar no meu braço, meio que assustada com o que está acontecendo. Fez o certo, afinal, no meio de uma briga generalizada, eu seria a solução de todos os problemas. (Ironia Mode: ON)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Acordando com a Voz Grossa

Ficar doente nunca é bom, ao menos que você queira dar uma escapada do trabalho. Eu não costumo ficar doente, graças a Deus, mas quando fico, é UTI...um pouco de drama, mas é isso aí.

Bom, antes de ontem eu deitei na cama pra dormir, bem tranquilo e feliz. Estava assistindo televisão, bem, assistindo naquelas, porque eu ligo a TV, coloco em algo interessante, deito e durmo. Isso, eu gosto de dormir com a televisão ligada passando algo que eu goste. E se não estiver passando algo que eu goste? Eu não durmo até achar algo pelo menos interessante.

Então, como eu estava explicando, lá estava eu, assistindo TV, quando ouço meu irmãozinho tossindo. Ok, normal. Mas ele tossiu de novo...e de novo...e de novo. Perguntei se ele estava bem, fui buscar água, mas ele continuo tossindo. Nada de grave, então resolvi dormir.

No outro dia, acordo com a minha mãe dizendo "Thi, é telefone pra você! É sobre uma entrevista". Levanto rápido pra atender e vou em direção ao telefone meio que correndo. Percebi que ao chegar ao telefone eu estava mais cansado que o normal. Pra falar a verdade, eu estava exausto. Pego o telefone na mão e me encaminho a dizer "Alô?". Mas quem disse que a minha voz saía? Tento de novo, e nada. Então, dou uma leve tossidinha pra soltar a voz, e então digo "Alô". A minha voz saiu, mas parecia que eu tinha feito uma endoscopia. Minha voz estava tão rouca e tão baixa que parecia que eu estava imitando o Mun-ra do Thundercats.



A mulher, do outro lado da linha, responde "Olá Thiago, estava dormindo?". Respondo, com aquela voz assustadora que eu estava gripado. Graças a Deus consegui marcar a entrevista.

Eu tinha certeza que o meu irmão é que havia me passado esta gripe. Fui ver se ele estava bem, afinal, eu estava péssimo. Foi quando eu o vi correndo, gritando, e sorrindo...tudo o que eu não conseguia fazer sem sentir dor. Ok, ele não me passou a gripe, ele me transferiu a gripe! Bom, melhor em mim do que nele.

Como eu não costumo ficar doente, sempre que fico, faço um "doce". Mas isso até a minha mãe dizer "Como homem é fraco, não aguenta sentir dor".

Tive que ficar o dia inteiro calado, pois falar fazia minha garganta doer. Mas é óbvio que bem nesse dia todo mundo queria falar comigo, todo mundo me ligava, todo mundo queria sair. Passei o dia inteiro tentando não falar, fazendo gargarejo de água com sal, tomando suco de limão. Fora que eu espirrei tanto mel na garganta, que eu fui comer carne e tava com gosto de mel, fui beber água, e tava com gosto de mel.

Mas como todo resfriado, ele foi embora. Ótimo, agora posso tomar friagem e tomar garoa de novo!

terça-feira, 2 de março de 2010

Fim do Mundo?


Sabe quando durante um certo período de tempo você só ouve falar de um mesmo assunto? As vezes é algo idiota como o carnaval, mas também pode ser algo mais relevante do que um monte de bundas, como os catástrofes naturais que estão acontecendo nos últimos seis meses.

O que eu acho revoltante são aquelas conversinhas sobre "O mundo está respondendo, conscientize-se". Eu só aceito ouvir isto de quem se esforça para fazer algo diferente, pois ouvir conselhos de conscientização ambiental de uma pessoa que deixa todas as luzes acesas em casa e desperdiça água até quando está dormindo, é a mesma coisa que você ouvir conselhos familiares da Suzane Von Richthofen.

Tivemos três catástrofes muito preocupantes nestes últimos meses, duas delas nesta última semana. A primeira delas foi o terremoto no Haiti, em janeiro de 2010, que com 7,7 graus de tremor, matou mais de 220 mil pessoas, ou como prefere explicar o Jornal Nacional, são três estádios do Maracanã cheios de defuntos.

A segunda catástrofe foi o terremoto no Chile. Graças a Deus o país tem uma estrutra muito melhor que a do Haiti, logo, os danos foram bem menores, mesmo com um tremor considerado muito alto, 8,8 graus, o quinto maior dos último 100 anos. A última catástrofe não é um terremoto, e por enquanto não matou pessoas, mas pode significar grandes danos futuros. Eu estou falando do Iceberg que se desprendeu de uma geleira da Antártica. Quando eu ouvi dizer, pensei que era apenas algum geólogo querendo chamar a atenção, mas quando ouvi o tamannho do Iceberg, me assustei: 2.500 quilômetros! A parte que se desprendeu e está em movimento possui quase 80 quilômetros. Este fato talvez não tenha efeito tão rápidos no clima da Terra, mas, de acordo com os pesquisadores, com certeza afetará em alguns anos.

Bizarro o que está acontecendo com o mundo, será que estamos próximos do fim? Eu espero que não, eu ainda sou muito novo. E eu to ligado que o final do mundo será muito mais dramático que os filmes mostram em suas superproduções. Não vai ter nenhum pai de família que vai ter salvar e levar para a nave que está decolando para levar os milhonários para morar em um outro país. Ai como eu odeio esses filmes que mostram o fim do mundo...deveria ter parado no Armagedon.
Só de pensar que o país que mais desgraça o meio ambiente com emissões de gases, é o que menos colabora com reduções. Óbvio, eles não querem perder 1% de sua produção industrial. Mas o engraçado é que nos filmes eles sempre são a solução. Yankees malditos!