Eu andei assistindo e lendo uma série de debates sobre as crises sociais no Haiti, devido aos desastres naturais; e em São Paulo, devido às chuvas. Após assimilar tantas discussões, reparei que a hipocrisia é maior que a vontade de ajudar.
Todo mundo fala o que deve ser feito, o que deveria ser feito. Tentam localizar e punir os culpados. Mas não fazem nada! Sabe aquela velha mania que nós temos de exaltar o problema e esquecer de solucioná-lo? É assim que tem sido!
Eu comentei no post anterior que por terem esquecido a janela do meu apartamento aberta, quase perdi meu laptop. Graças a Deus eu não perdi absolutamente nada, nem tive algum dano nos móveis ou carpete. Mas fiquei pensando, enquanto o problema não nos atinge, ficamos na zona de conforto, onde podemos culpar e criticar tudo e todos. Solução? Pra que? Eu não estou envolvido...e ninguém que eu amo está envolvido.
Daí você pergunta: "Thiago, o que você está fazendo para ajudar?". Nada! Nem pelo Haiti e nem por São Paulo. Aparentemente, sou mais um hipócrita falando sobre o que está errado, sem dar soluções. Porém, proponho que cada um esqueça o problema e busque solucionar algo. Seja uma doação, colocando a mão na massa, ou simplesmente, ficando quieto. Gente para falar sem fazer, a televisão já oferece!
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Eu, o Carro, a Chuva e as Risadas!
As vezes fico pensando que não tenho muito o que escrever no blog, é quando acontece algo em meu dia que penso "Tenho que compartilhar isto". Tudo bem que geralmente é algum problema, mas tá valendo mesmo assim. Como diria o ídolo da minha prima @retheodoro, "O tempo na pára!"
Bom, o carro foi parar na oficina mais uma vez, só que agora nós cansamos de pagar fortunas para consertá-lo, então o carro foi vendido. Como eu o tinha deixado em uma oficina no ABC, tinha que buscá-lo, lavá-lo e acabastecê-lo, pois o rapaz que comprou passaria em casa hoje de manhã para levar o carro embora.Então fui ontem buscar o carro, saí de casa umas 4h da tarde, acabei pegando muito trânsito e cheguei meio em cima da hora (a oficina fechava as 6h da tarde). Tinha combinado com meu primo de encontrá-lo no escritório para ele me levar até a oficina. Quando cheguei, reparei que o carro dele não estava estacionado na frente do prédio, logo pensei "Legal, o corno esqueceu". Como estou sem celular, toca eu procurar um orelhão para ligar para ele. Como não consegui contato, pedi para que minha mãe falasse com meu primo, e desta forma, descobri que o carro que estava com o pai dele tinha quebrado, e o coitado apenas tinha ido socorrer meu tio com o carro dele. (Quando falo primo, é de sangue, porque de coração, ele é irmão!)
E agora? Olho para a minha carteira, que anda tão vazia quanto estômago de queniano, e vejo que tenho dinheiro suficiente para tomar um taxi até a oficina, pois eu lembrava que era perto. Então peguei o taxi, e realmente foi muito rápido. Mas como a vida não é fácil, o taxista (motoboy que dirige carro), me disse que ele tinha atravessado a linha de dois municípios, por isto, ficaria mais caro. Para não discutir, paguei e sai do bom e velho Uno branco. O mecânico estava me esperando, com a oficina já fechada, e com o carro do lado de fora. Então agradeci a atenção, peguei o auto e fui embora.
Estava me dirigindo para a casa do meu pai, meio perdido, pois não sabia muito bem onde eu estava. Foi quando, depois de virar umas duas esquinas, sinto que o carro está gaguejando. Quem
disse que ele tinha 1ml de gasolina? O carro apagou, fiquei sem gasolina, em uma rua estreita, na subida, embaixo de uma garoa que ameaçava virar dilúvio. Ligo o pisca-alerta, que deveria se chamar "Calma Aeee Animais!!". Saí do carro e fiquei pensando no que eu poderia fazer. Graças a Deus era uma rua que não passava muitos carros, mas sempre tinha um ou dois passando. E todos que passavam buzinavam, quando não me xingavam.
disse que ele tinha 1ml de gasolina? O carro apagou, fiquei sem gasolina, em uma rua estreita, na subida, embaixo de uma garoa que ameaçava virar dilúvio. Ligo o pisca-alerta, que deveria se chamar "Calma Aeee Animais!!". Saí do carro e fiquei pensando no que eu poderia fazer. Graças a Deus era uma rua que não passava muitos carros, mas sempre tinha um ou dois passando. E todos que passavam buzinavam, quando não me xingavam.Vejo uma calçada meio rebaixada e penso que seria um bom lugar para deixar o carro sem atrapalhar o trânsito. Olho para a calçada e tinha umas pessoas olhando para mim, eu olhei para elas, no fundo dos olhos, com a maior cara de dó, pra ver se eles me ajudavam, mas apenas recebi um "Éééé...tá cumplicadu hein fio!". Obrigado por nada!
Já que eu não ia ter ajuda mesmo, comecei a empurrar o carro sozinho, tendo ainda que girar o voltante, que quase saiu na minha mão. Agora, o mais legal foram as pessoas na calçada, que não prestaram socorro a minha pessoa, dizendo o que eu deveria fazer:
Idiota nº1: "Esterce querido, esterce tudo"
Idiota nº2: "Olha a roda! Olha a roda no meio fio"
Iditoa nº3: "Era melhor ir de ré"
Eles estavam se sentindo os "técnicos de futebol", passando estratégias e dando bronca. Mas não tem problema, ajuda quem quer, e atrapalha quem quer.Depois de colocar o carro na calçada, fui correndo até um posto de gasolina, comprei uma daquelas sacolinhas cheias de gasolina e voltei correndo pra abastecer o carro. Aliás, foi tão complicado quanto colocar o carro na calçada. Tava com mó medo de soltar aquele saco no chão, ou então derramar gasolina em algum lugar que não pudesse. Mas, depois de uns 3 minutinhos, eu já tinha esvaziado o saco, o qual eu queria usar para sufocar um velho que continuava me dando dicas de como abastecer melhor: "Segura mais embaixo...vai derramar"
Graças a Deus, deu tudo certo, peguei o carro e fui pra casa do meu pai. Lá, lembrei que tinha que levar o carro lavado para São Paulo. Então peguei mangueira, balde, sabão e esponja e fui
lavar o bendito. A única observação é que estava garoando meio forte, mas como garoa não tiraria a sujeira, apenas molharia o carro, continuei minha empreitada, apenas de bermuda, lavando o carro na chuva. Pode-se dizer que estava chovendo no molhado, literalmente.
lavar o bendito. A única observação é que estava garoando meio forte, mas como garoa não tiraria a sujeira, apenas molharia o carro, continuei minha empreitada, apenas de bermuda, lavando o carro na chuva. Pode-se dizer que estava chovendo no molhado, literalmente.Como não podia faltar, uma vizinha do meu pai tava chegando em casa naquela hora com toda a família, e todos olhavam de dentro do carro, fazendo mó cara de estranhismo, imagino eu, pensando quanto idiota eu era! Ficaram me encarando por alguns 40 segundos, e ainda disseram: "Tá lavando o carro né?". Pensa no que eu pensei em responder:
"Não, não...ele que tá me lavando!"
"Magina, só to competindo com Deus para ver quem molha mais o meu carro"
"Não to lavando não, eu to batizando ele."
Mas eu respondi: "Ééé...to sim!"
Terminado de lavar o carro, entrei pra dentro da casa do meu pai, com medo de ter pegado uma gripe, mas feliz, pois, por mais que tenham sido as dificuldades, tudo tinha passado, e agora havia motivos para rir, e, quem sabe, fazer outros rirem com minha história também.
Coloquei 3 músicas no blog, elas falam sobre duas coisas que não saem da minha cabeça: tentar sorrir sempre e chuva (por causa de ontem).
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Chuva + Trânsito = Pois é!
Era uma dia normal, eu estava estudando ou fazendo alguma resenha pra entregar no mesmo dia, quando minha mãe me liga pedindo para buscá-la na Av. Paulista. Lá vou eu, peguei o carro e saí para a tal missão. .
Estava um tempo ruim, estava caindo uma chuvinha desagradável pra quem tem que sair de casa. Um ótimo clima para quem está em casa assistindo televisão ou para puxar aquela conversinha de elevador "Nossa, que tempo hein...tava sol até agora!". Bom, nada de anormal, afinal, aqui em São Paulo a única coisa que é certa é que sempre terá trânsito e que a previsão do tempo não funciona.
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O que eu realmente não previa é que um rapaz descuidado não manusearia de forma correta o seu freio, e bateria com tudo na traseira do meu carro. Sim, bateram em mim. E lá vou eu, sair do carro, naquela chuvinha irritante, ver o estrago. Estava tranquilo, pois sei que, como em um relacionamento gay, quem está atrás tem sempre a culpa, mas você nunca sabe que reações vai encontrar. Bom, tive sorte, o cara era gente boa, tranquilo, e estava consciente de seu erro, passou os contatos da oficina para eu levar o carro. .
Um pouco chateado, busquei minha mãe e fui para casa. Liguei para a oficina, peguei o endereço e fiquei de levar o carro no outro dia. Quando fui checar no Google Maps a localização da oficina, tive a primeira impressão de que o cara que bateu no meu carro quis me ferrar mais do que o carro. Dando zoom no mapa, a primeira palavra que apareceu foi "favela do alba", e adivinhe, coincidentemente a oficina
era bem ali. Ótimo! Mas, como tinha que consertar, lá fui eu.
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era bem ali. Ótimo! Mas, como tinha que consertar, lá fui eu. Quando cheguei lá, percebi que não precisava me preocupar com a favela, pois o lugar era tão perigoso, que nenhum favelado entraria lá. Por sorte, a oficina era muito bem montada e o seu dono muito gente boa. Desta forma, fiquei mais sossegado, até a hora de ir embora. Eu estava de crocs, calça jeans e camiseta, nada de mais, mas eu sabia que a população local sabia que eu era um forasteiro naquele lugar, pois todo mundo ficava me olhando e os meninos de rua só pediam dinheiro pra mim.
.O ônibus, chegou...ufa, que alívio! HaHa...alívio nada, o "coletivo" era daqueles tipos minivans, e tenho quase certeza que o sonho do motorista ou era
aparecer na globo como piloto de fórmula 1, ou aparecer na band no programa "vídeos incríveis". Por três vezes pensei que ia morrer, fiquei a viagem inteira pensando em tudo que talvez eu ainda não tivesse pedido perdão a Deus, pois a situação não era favorável.
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aparecer na globo como piloto de fórmula 1, ou aparecer na band no programa "vídeos incríveis". Por três vezes pensei que ia morrer, fiquei a viagem inteira pensando em tudo que talvez eu ainda não tivesse pedido perdão a Deus, pois a situação não era favorável.
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